Geraldo Campos Jr., da Agência iNFRA
O leilão de transmissão de energia 4/2025, realizado nesta sexta-feira (31) pela ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) teve todos os sete lotes arrematados, contratando R$ 5,5 bilhões em investimentos na expansão da rede. Com alta participação de agentes, alguns lotes chegaram a receber dez propostas. A competição resultou em deságios expressivos em relação à receita anual das vencedoras, que alcançaram 57%.
A Axia Energia (ex-Eletrobras) teve duas vitórias, por meio da CGT Eletrosul, ficando com os lotes 6 e 7. O maior empreendimento do certame, o de número 4, foi arrematado pelo fundo de investimentos FIP Warehouse. A CPFL Transmissão conquistou o Lote 3, e a EDP Transmissão Goiás, o 5. Também saíram ganhadoras a empresa Rialma e o fundo Shalom FIP Multiestratégia, estreante em leilões do setor.
Foi contratada a construção e manutenção de 1.081 quilômetros em linhas de transmissão e de 2 GW (gigawatts) em capacidade de transformação, além de sete compensadores síncronos. Os empreendimentos se localizam em 12 estados: Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo.
As vencedoras terão receita anual total de R$ 487,3 milhões, um deságio de 48% em relação à receita-teto do leilão, que era de R$ 936 milhões. O prazo para conclusão das obras varia de 42 a 60 meses, dependendo da complexidade da construção.
Veja os vencedores por lote:
- Lote 1: Shalom FIP Multiestratégia – deságio de 57,1%;
- Lote 2: Rialma – deságio de 36,7%
- Lote 3: CPFL Transmissão – deságio de 53,9
- Lote 4: FIP Warehouse – deságio de 47,3%
- Lote 5: EDP Transmissão Goiás – deságio de 49,2%
- Lote 6: Axia Energia (Eletrobras CGT Eletrosul) – deságio de 50,2%
- Lote 7: Axia Energia (Eletrobras CGT Eletrosul) – deságio de 45,1%
Reconfiguração do leilão
O leilão inicialmente teria 11 lotes e investimento total de R$ 8 bilhões. Cinco empreendimentos, atualmente sob concessão da MEZ Energia, foram retirados do certame em decisão de setembro.
A ANEEL recomendou ao MME (Ministério de Minas e Energia) a caducidade dos contratos existentes para esses projetos, mas aguarda o resultado do processo de solução consensual com a MEZ, em tramitação no TCU (Tribunal de Contas da União). Com isso, os empreendimentos ficaram para o leilão de março de 2026.





