da Agência iNFRA
O MPor (Ministério de Portos e Aeroportos) e a ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) suspenderam o leilão do terminal de passageiros no porto de Recife (PE) por 180 dias a pedido da autoridade portuária local. O certame estava previsto para acontecer na sede da B3, em São Paulo, nesta quinta-feira (26). Segundo a pasta, a medida foi um pedido da autoridade portuária, com o objetivo de “permitir uma análise mais ampla do certame pela atual gestão, incluindo levantamentos técnicos e avaliações estratégicas complementares”.
Em nota, a autoridade portuária de Recife confirmou que a realização do certame vai demandar mais análise e que a medida “reforça o compromisso institucional com a responsabilidade administrativa, o planejamento adequado e a condução transparente dos processos que envolvem o Porto Organizado de Recife”.
O certame fazia parte do primeiro bloco de leilões portuários de 2026, com quatro terminais: Recife (PE), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Macapá (AP), somando R$ 229 milhões em estimativa de investimentos totais. Para o terminal de passageiros de Recife, o edital previa R$ 2,3 milhões em investimentos e prazo de concessão de 25 anos.
A agenda também era uma das prioridades do ministro Silvio Costa Filho, que encerra o seu mandato na pasta no início de abril para disputar uma cadeira no Senado por Pernambuco. Uma das principais promessas do seu mandato era entregar o maior número de leilões portuários possíveis.
Nos bastidores, a avaliação é de que o pedido de suspensão busca alinhar o projeto às diretrizes da nova gestão da autoridade portuária e reavaliar o modelo de exploração do terminal, sobretudo diante do cenário atual do mercado de cruzeiros no Nordeste. A movimentação de passageiros na região ainda opera abaixo do potencial observado antes da pandemia, e há entendimento de que ajustes no escopo contratual podem ampliar a atratividade do ativo para investidores.





