da Agência iNFRA
A Neoenergia registrou lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre de 2026, alta de 27% em relação ao mesmo período do ano passado. O Ebtida da companhia cresceu 6%, para R$ 3,6 bilhões, enquanto o Ebtida Caixa avançou 12%, alcançando R$ 3,2 bilhões. Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado pela expansão do mercado de distribuição e pela entrada de novos ativos de transmissão.
Entre janeiro e setembro, a companhia investiu R$ 6,2 bilhões, dos quais R$ 5,7 bilhões foram destinados ao segmento de distribuição. A base de remuneração regulatória da Neoenergia chegou a R$ 48,2 bilhões. Em maio, a empresa anunciou um plano de investimentos de R$ 50 bilhões até 2030 nas áreas de concessão de suas cinco distribuidoras.
A energia injetada nas redes de distribuição, incluindo a geração distribuída, totalizou 22.857 GWh (gigawatts) no terceiro trimestre, crescimento de 6,9% na comparação anual. As despesas operacionais aumentaram 5% no acumulado dos nove primeiros meses do ano, segundo a companhia.
No segmento de transmissão, a Neoenergia concluiu, em setembro, uma negociação de ativos com o GIC, fundo soberano de Cingapura, que resultou na entrada de R$ 1,7 bilhão em caixa. Após a operação, a empresa passou a deter 51% do capital da Neoenergia Transmissão.
Em relação à qualidade do fornecimento, as cinco distribuidoras do grupo permaneceram dentro dos limites regulatórios dos indicadores de duração (DEC) e frequência (FEC) das interrupções. Três distribuidoras apresentaram melhora no DEC e quatro registraram redução no FEC em relação ao terceiro trimestre de 2025.





