28/10/2025 | 14h24  •  Atualização: 29/10/2025 | 00h57

Magda: Avanço na Margem Equatorial não freia ida da Petrobras à África

Foto: Agência Brasil

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

O avanço na Margem Equatorial, com a obtenção de uma primeira licença ambiental para perfurar um poço exploratório no litoral do Amapá, na Margem Equatorial, não vai frear a ida da Petrobras à África “de jeito nenhum”, disse nesta terça-feira (28) a presidente da companhia, Magda Chambriard. A executiva falou a jornalistas durante a OTC Brasil, maior conferência do setor de petróleo, que acontece esta semana no Rio de Janeiro.

A África é encarada como alternativa para a reposição das reservas da Petrobras em um contexto de declínio da produção do pré-sal, esperado para o início da próxima década. Diante das incertezas ligadas ao processo de licenciamento ambiental no Brasil nos últimos anos, a Petrobras acelerou a investida no continente africano. O conselho de administração aprovou a entrada da empresa em países como Namíbia e Costa do Marfim, E houve aquisição de participações na África do Sul (10% do bloco DWOB, operado pela TotalEnergies) e São Tomé e Príncipe, onde a Petrobras comprou fatias de quatro blocos em 2024 e 2025, se tornando sócia da Shell e da Galp no país.

Segue no horizonte a Namíbia, um dos maiores foco de interesse das grandes petroleiras nos últimos anos, em função de descobertas na Bacia do Orange, na divisa com a África do Sul. A Petrobras, disse Magda, ainda estuda entrar no mega-bloco de Mopane, onde a Galp vende 40% de participação e deve anunciar novos parceiros no fim deste ano.

Nos bastidores, falava-se que a Petrobras tinha saído deste último páreo especificamente, mas Magda afirmou que ainda avalia o negócio. “Estamos estudando, mas eu não vou antecipar nada”, disse. A companhia pode entrar no negócio mediante aquisição junto a Galp ou, posteriormente, se associando à empresa que comprar a fatia da petroleira portuguesa. No passado, Magda já disse esperar ser convidada por empresas que estão na Namíbia para atuar na região, caso da TotalEnergies.

Licença no Amapá
Na abertura da OTC Brasil, Magda falou longamente da importância do licenciamento ambiental para perfurar na costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas e confirmou que o primeiro poço deve demorar cinco meses para ser concluído.

A Petrobras planeja um total de seis poços em uma primeira campanha na região, mas para cada um deles deve haver um novo processo de licenciamento. Junto com o primeiro poço são previstos outros três poços chamados “contingentes”, para o caso de a companhia não encontrar petróleo no primeiro empreendimento. Segundo Magda, o primeiro pedido de licenciamento já contemplava estes três poços, mas ainda será preciso tratar do assunto junto ao Ibama para conseguir as autorizações à frente.

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