da Agência iNFRA
O MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) lançou um grupo de trabalho voltado à ampliação da capacidade brasileira de transformar minerais estratégicos em conhecimento, inovação e produtos de maior valor agregado. A iniciativa, chamada GT Soberania Tecnológica Nacional, foi oficializada por portaria publicada no Diário Oficial da União e terá a missão de elaborar o programa Inova+Mineral.
Segundo o ministério, o objetivo é fortalecer a infraestrutura científica, a formação de profissionais especializados, o desenvolvimento tecnológico e a industrialização das cadeias minerais consideradas estratégicas para o país, com foco em minerais usados em baterias, semicondutores, sistemas de energia renovável e equipamentos de alta tecnologia.
A ministra Luciana Santos afirmou que a agenda mineral envolve ciência, tecnologia, indústria e soberania nacional. De acordo com ela, o governo busca ampliar a participação do Brasil nas etapas de maior intensidade tecnológica da cadeia mineral, reduzindo a dependência da exportação de matéria-prima bruta.
O grupo será coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI e contará com participação de instituições como Cetem (Centro de Tecnologia Mineral), Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e CGEE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos).
O MCTI destacou ainda que a chamada Finep Mais Inovação Brasil – Transformação Mineral prevê R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis para projetos ligados a minerais críticos, mineração urbana, reaproveitamento de resíduos, descarbonização e tecnologias sustentáveis. Entre os materiais considerados prioritários estão lítio, cobre, níquel, grafita, terras-raras, nióbio, silício, cobalto e titânio.






