24/09/2025 | 16h37  •  Atualização: 25/09/2025 | 12h38

Petrobras inicia produção de sensores sísmicos no Brasil

Foto: Petrobras

da Agência iNFRA

A Petrobras deu início à fabricação de sensores sísmicos submarinos utilizados no monitoramento de campos de petróleo em alto-mar. Os chamados OD OBN (On-Demand Ocean Bottom Nodes), até então importados, passam a ser produzidos no Parque Tecnológico de Camaçari (BA), no Senai-Cimatec, em um projeto desenvolvido em parceria com a Shell e a Sonardyne e com apoio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

A Sonardyne, responsável pela tecnologia, já emprega cerca de 60 trabalhadores brasileiros na nova planta de produção inaugurada em julho. O investimento total no projeto foi de aproximadamente R$ 400 milhões, dos quais metade foi aportada pela Petrobras.

O equipamento é considerado estratégico para a indústria do petróleo, sobretudo no pré-sal. Ele permite a realização de campanhas sísmicas de alta precisão que ajudam a identificar novas jazidas, otimizar a perfuração de poços e aumentar o fator de recuperação de campos já em operação. Segundo a companhia, a tecnologia também contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa, já que os nós podem permanecer instalados no leito marinho por até cinco anos, diminuindo a necessidade de operações repetitivas.

O desenvolvimento da tecnologia levou quase sete anos e já passou por testes no campo de Búzios, na Bacia de Santos, em águas ultraprofundas. Os resultados foram considerados promissores. A meta da Petrobras é fabricar 660 sensores até fevereiro de 2026.

A chamada sísmica 4D, viabilizada pelos novos equipamentos, funciona como uma “radiografia” do subsolo marinho ao longo do tempo, permitindo visualizar deslocamentos de fluidos e variações de pressão nos reservatórios. O método aumenta a segurança das operações, reduz custos e amplia a sustentabilidade da produção de petróleo.

Com a fabricação nacional dos OD OBN, o Brasil passa a integrar o grupo restrito de países capazes de produzir sensores sísmicos submarinos de última geração, reforçando a posição da Petrobras como líder em inovação no setor de energia.

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