Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A Petrobras vai receber US$ 859 milhões até novembro de 2026 na forma de compensação pela unitização das jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu, na Bacia de Santos. Além da reunião dos dois ativos, o processo também abarca o contrato de “cessão onerosa” do bloco Entorno de Iara, integralmente pertencente à estatal: trata-se de volumes excedentes de petróleo descobertos e leiloados pela União em um segundo momento. Essa redefinição modifica os percentuais de participação dos sócios no negócio, assim como suas obrigações para o financiamento da operação.
O montante, informou a Petrobras nesta terça-feira (13), serão pagos pelas petroleiras sócias na concessão, Shell, TotalEnergies e Petrogal.
A unitização ou individualização da produção é exigida quando um reservatório de petróleo ultrapassa os limites de um bloco já concedido. Quando esse espraiamento é identificado, as empresas envolvidas negociam compensações financeiras relacionadas a custos operacionais e receitas obtidas com a produção realizada antes da formalização do processo, que acontece por meio de AIPs (Acordos de Individualização da Produção).
O contrato de concessão original da área, operada pela Petrobras, que tinha 42,5%, previa participação de 25% para a Shell, 22,5% para a TotalEnergies e 10% para a Petrogal. Com a reorganização verificada em função da consideração dos volumes da cessão onerosa, conforme os AIPs de maio desse ano, esses percentuais foram modificados da seguinte maneira:
- Jazida de Berbigão: 62,913% da Petrobras; 16,125% da Shell, 14,512% da TotalEnergies, e 6,45% da Petrogal.
- Jazida de Sururu: 45,394% da Petrobras; 23,742% da Shell; 21,367% da TotalEnergies; e 9,497% da Petrogal.





