19/01/2026 | 15h26

Reservatórios fecham janeiro acima de 50% em três subsistemas, diz ONS

Foto: Raylton Alves/ANA

da Agência iNFRA

Os reservatórios das hidrelétricas devem encerrar o mês de janeiro com níveis de energia armazenada acima de 50% em três dos quatro subsistemas do país, segundo o boletim do PMO (Programa Mensal da Operação) referente à semana operativa de 17 a 23 de janeiro. O documento indica melhora nas condições de armazenamento no Norte, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste, em comparação com as projeções da semana anterior.

No subsistema Norte, a EAR (Energia Armazenada) deve atingir 57,2% ao fim do mês, ante os 50,5% estimados anteriormente. O Nordeste também apresenta evolução, com previsão de 50,7%. Já o Sudeste/Centro-Oeste teve leve alta, passando de 46,7% para 46,9%. No Sul, a expectativa é encerrar janeiro com o maior nível entre os subsistemas, em 62,7%.

Apesar da melhora nos indicadores, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) avalia que o cenário ainda exige atenção. Segundo o diretor de Operação do ONS, Christiano Vieira da Silva, o acompanhamento das condições hidrológicas segue contínuo ao longo do período úmido, com ajustes na política operativa para garantir a segurança do suprimento eletroenergético. Ele destaca que a evolução positiva não elimina a necessidade de cautela na gestão dos reservatórios do SIN (Sistema Interligado Nacional).

As projeções de ENA (Energia Natural Afluente) apontam volumes abaixo da MLT (Média de Longo Termo) em todos os subsistemas, com maior restrição no Nordeste, que deve operar com apenas 43% da MLT. No Sudeste/Centro-Oeste, a previsão é de 67% da MLT, enquanto o Norte deve registrar 74% e o Sul, 79%.

Do lado da demanda, o PMO indica aceleração do consumo de energia no SIN, com crescimento estimado de 2,3%, alcançando 85.233 MW médios. O maior avanço deve ocorrer no Nordeste, com alta de 8,0%, seguido pelo Norte, com 7,8%, e pelo Sudeste/Centro-Oeste, com 1,2%. O Sul, por sua vez, apresenta perspectiva de retração de 1,9% na carga.

Em relação aos custos de operação, o CMO (Custo Marginal de Operação) foi estimado em R$ 323,80 para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul. No Nordeste e no Norte, o valor projetado é ligeiramente inferior, em R$ 323,15, refletindo o equilíbrio observado no despacho de geração no curto prazo.

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