04/02/2026 | 15h34

Rodovias federais registram 8 acidentes por hora, aponta levantamento

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

da Agência iNFRA

Com base em dados da PRF (Polícia Rodoviária Federal), as rodovias federais brasileiras registraram 72.476 acidentes em 2025, o equivalente a cerca de oito ocorrências por hora ou 199 por dia. Os casos resultaram em 6.040 mortes e 83.490 feridos, dos quais 20.002 em estado grave. Levantamento da Actrans-MG (Associação das Clínicas de Trânsito de Minas Gerais), a partir dessas estatísticas, indica que fatores humanos estiveram presentes na maioria das ocorrências e concentraram a maior parte das vítimas.

Segundo a PRF, 84,1% dos acidentes tiveram relação com comportamentos ou falhas dos condutores, percentual que responde por 91,5% das mortes registradas nas estradas federais. A entidade calcula que, a cada 100 acidentes, houve cerca de oito óbitos e 115 feridos, proporção que amplia a pressão sobre o sistema de saúde e a previdência social, além do impacto direto sobre as famílias.

Entre as causas mais frequentes aparece a chamada “ausência de reação do condutor”, com 11.456 registros. Para especialistas em psicologia do trânsito ouvidos pela Actrans-MG, esse tipo de ocorrência pode estar associado a estresse prolongado, sobrecarga mental e fadiga, fatores que reduzem a capacidade de atenção e o tempo de resposta ao volante. A avaliação é de que o desgaste emocional e jornadas extensas de trabalho contribuem para um cenário de maior vulnerabilidade nas vias.

A discussão ocorre em paralelo ao aumento dos afastamentos do trabalho por transtornos mentais no país. Dados do Ministério da Previdência Social apontam 546.254 licenças concedidas em 2025 por esse motivo, alta de 15% em relação ao ano anterior, com ansiedade e depressão entre os diagnósticos mais recorrentes. Para os especialistas, o quadro reforça a necessidade de integrar saúde física e mental às políticas de segurança viária.

Outros fatores também aparecem nas estatísticas da PRF. Dormir ao volante esteve ligado a 2.117 acidentes, enquanto o consumo de álcool foi identificado em 3.685 ocorrências. Houve ainda 87 mortes relacionadas a mal súbito de motoristas, o que reacende o debate sobre a importância do acompanhamento médico regular.

Para a Actrans-MG, medidas de prevenção devem ir além da fiscalização e das multas, incluindo exames de saúde mais rigorosos, campanhas de conscientização e atenção às condições de trabalho dos condutores profissionais. A avaliação é de que a redução dos índices de acidentes depende não apenas de infraestrutura e regras, mas também do cuidado com as condições físicas e psicológicas de quem dirige.

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