da Agência iNFRA
A área do território brasileiro afetada pela seca aumentou de 45% para 52% entre junho e julho, segundo a atualização mais recente do Monitor de Secas, da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico). A área atingida passou de 3,79 milhões para 4,43 milhões de km². O fenômeno se intensificou em 12 estados, sendo eles Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins.
O Sudeste concentrou a maior parcela do território afetada pela seca, com 89% da região sob o fenômeno em julho. Já o Sul apresentou a menor área afetada, com 4%. Na comparação com junho, 17 estados registraram aumento da área com seca, enquanto Paraná e São Paulo tiveram redução. Ceará, Espírito Santo e Pará permaneceram estáveis. Mato Grosso voltou a registrar o fenômeno, enquanto Rio Grande do Sul e Santa Catarina ficaram livres de seca, juntando-se a Amapá e Distrito Federal.
A seca atingiu 100% dos territórios de Acre, Espírito Santo e Minas Gerais em julho. Entre os estados nordestinos, Pernambuco apresentou a maior área afetada, com 91%, seguido pela Bahia, com 90%, e Piauí, com 88%. No Norte, Tocantins registrou seca em 95% do território, enquanto o Amazonas teve aumento de 30% para 60%. São Paulo foi o único estado brasileiro com registro de seca grave, apesar da redução da área afetada de 76% para 65%.
O Monitor de Secas também passou a disponibilizar novos indicadores com recorte municipal: a SRM (Seca Relativa Máxima), a PSRM (Persistência de Seca Relativa Máxima) e a PSC (Persistência de Seca por Categoria). As ferramentas permitem acompanhar a intensidade e a duração do fenômeno ao longo do tempo em cada município. O Monitor acompanha mensalmente a severidade das secas nos 26 estados e no Distrito Federal e é utilizado como apoio ao planejamento de políticas públicas de combate ao fenômeno.





