da Agência iNFRA
O setor de transportes continua operando acima dos níveis pré-pandemia, mas enfrenta sinais de desaceleração no transporte de cargas. É o que aponta o Boletim de Conjuntura Econômica de julho da CNT (Confederação Nacional do Transporte), divulgado na quinta-feira (17). Enquanto o volume de passageiros cresceu 3,3% em maio, com destaque para o transporte aéreo, o segmento de cargas recuou 0,5% no mesmo período.
Segundo os dados da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), o volume geral no segmento de transportes apresentou queda de 0,3% em maio, enquanto o setor aéreo avançou 4,5%. Os serviços auxiliares retraiu 2,4%, e o transporte aquaviário caiu 1,6%, em relação a abril.
A análise indica que, embora a economia brasileira ainda esteja em patamar superior ao início da crise sanitária, o segundo semestre de 2025 tende a ser mais desafiador. A inflação acumulada em 12 meses chegou a 5,35% em junho, acima da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, e a taxa Selic foi elevada a 15% ao ano.
No grupo Transportes, houve alta de 0,27% no mês, impulsionado pelos aumentos no transporte por aplicativo (13,77%) e no aluguel de veículos (5,45%). Já os combustíveis apresentaram queda, com destaque para o óleo diesel, com -1,36%, e o gás natural veicular que caiu 1,10%.
Tarifas dos EUA
Além disso, o boletim destaca ainda a imposição da tarifa de 50% pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras a partir de agosto. A medida deve afetar, segundo a confederação, a indústria e o agronegócio, com reflexos diretos sobre empresas de transporte e operadores logísticos. A CNT alerta que o Brasil precisará diversificar seus mercados e investir em infraestrutura logística para mitigar os impactos e manter a competitividade internacional.





