da Agência iNFRA
O TCU (Tribunal de Contas da União) identificou fragilidades estruturais no Pnatrans (Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito) após auditoria que avaliou a qualidade da formulação, a efetividade da implementação e o alcance das metas.
A fiscalização apontou oito achados, entre eles a ausência de gestão de riscos, falhas na produção e qualidade de dados, fragilidades na governança, baixa rastreabilidade orçamentária e deficiência na orientação a resultados. Segundo a área técnica, embora o plano seja abrangente, ainda não gera impacto concreto compatível com seus objetivos.
O Pnatrans estabelece a meta de reduzir em 50% as mortes no trânsito até 2030. Dados do Datasus indicam que, entre 2011 e 2020, o Brasil registrou 382 mil mortes em sinistros, com custos superiores a R$ 1 trilhão.
As conclusões da auditoria vão embasar recomendações a órgãos do governo federal e serão encaminhadas ao Congresso Nacional para subsidiar a análise do Orçamento de 2027, com foco no aprimoramento da política pública e no aumento da efetividade das ações de segurança viária.







