Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta terça-feira (12) que parte importante da construção do acordo de parceria com os Estados Unidos na exploração de terras raras no Brasil depende da aprovação do marco legal pelo Congresso. A proposta legislativa – o PL (Projeto de Lei) 2.780/2024 – já passou pela Câmara e ainda falta ser votada no Senado.
A declaração foi dada por Silveira, após cerimônia no Palácio do Planalto, ao ser questionado sobre a orientação passada pelo presidente Lula para avançar nas tratativas nesse tema com o governo norte-americano. Na última quinta-feira (7), logo após encontro com Donald Trump, o presidente brasileiro afirmou que destacou, durante a reunião, a importância da aprovação do marco legal.
Para além de aprovar nova legislação, o ministro afirmou que o governo tem condições de mostrar aos EUA que pode ser mais vantajoso fazer a parceria para processar as substâncias minerais no Brasil.
“O custo de processar na China é menos da metade do que no Brasil. Se eles levarem o minério para os EUA, será o dobro do que fazer aqui. Então, além de ser uma questão de soberania, é uma questão econômica também que está sendo considerada”, afirmou Silveira.
Na segunda-feira (11), o presidente Lula se reuniu por duas vezes com boa parte dos ministros que integravam a comitiva do governo que viajou para os EUA na semana passada. Após a primeira reunião no Planalto, pela manhã, o ministro da Fazenda, Dariu Durigan, confirmou que os ministros estavam tratando dos “encaminhamentos” dos temas tratados o presidente Trump – além de minerais críticos, também segurança pública, tarifas de exportação, entre outras.





