18/08/2026 | 12h04  •  Atualização: 19/08/2026 | 08h32

Vale defende resgate de megaprojetos como o S11D, diz Pimenta

Foto: Vale

Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA

O presidente da Vale, Gustavo Pimenta, defendeu nesta terça-feira (18) que o Brasil volte a desenvolver “megaprojetos” de mineração. Para ele, a estratégia é importante para elevar a produção mineral no país.

“A gente precisa voltar à noção de megaprojeto no Brasil. O último grande projeto de mineração no Brasil foi o S11D, no Pará, que tem dez anos, e de lá pra cá não teve mais nenhum”, afirmou o executivo, em evento de lançamento do relatório “Destravando o Potencial da Mineração no Brasil”, que será apresentado aos candidatos à presidência da República.

O projeto S11D, no Pará, é considerado um dos maiores projetos de minério de ferro do mundo e o maior da história da companhia. O complexo foi projetado para produzir 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.

A jornalistas, o CEO da Vale mencionou que a companhia conta com outros megaprojetos para avançar. Um dos exemplos é o projeto S11C, vizinho ao S11D, com possibilidade de produzir entre 30 milhões a 40 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. “O corpo [minerário] C, que seria o próximo na linha de desenvolvimento nosso, é um que a gente está olhando, que também seria um projeto bastante relevante”, destacou.

Outro caso de megaprojeto mencionado foi o Projeto Alemão, na região de Carajás, voltado à produção de cobre por meio da subsidiária Vale Metais Básicos, a VBM. “A gente deve investir entre R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões”, disse Pimenta.

Para o executivo da mineradora, os projetos de mineração de grande porte devem ser vistos pelo poder público como estratégico para o país. Segundo ele, as mineradoras se encarregariam de oferecer retorno por meio dos investimentos e das melhores práticas.

“Aí, tem a nossa parte, que é fazer ele [o S11C] da forma mais moderna possível, menor uso do território, circularidade, menos uso da água, mais autônomos, com as compensações ambientais já incorporadas. Isso é importante para o país”, disse o CEO da Vale.

Minerais críticos
O presidente da Vale afirmou que a companhia tem feito apostas no segmento de minerais críticos onde está com uma posição “madura” e reúne alguma “vantagem competitiva”.

“A gente tem projetos, tem conhecimento, tem vantagem competitiva, e a maior parte do nosso capital está alocado ali”, afirmou Pimenta, citando exemplos de níquel e cobre, além do próprio minério de ferro.

Durante evento do setor, Pimenta comentou que a Vale tem estudado projetos de minerais críticos como um todo, a exemplo do lítio e das terras raras. “A companhia está sempre olhando outras oportunidades para ver se tem alguma outra commodity que faça sentido. Ela precisa, obviamente, responder a alguns critérios, mas esse é o nosso negócio, a mineração é o nosso negócio”, destacou.

*Reportagem atualizada às 13h desta terça-feira (18) para incluir a fala do presidente da Vale a respeito do segmento de minerais críticos.

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