07/08/2026 | 16h57  •  Atualização: 07/08/2026 | 18h36

‘Vamos ampliar refino da Petrobras com ou sem Mataripe’, diz Magda

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta sexta-feira (7) que a companhia vai ampliar seu parque de refino com ou sem a recompra da Refinaria de Mataripe, a antiga Rlam do sistema Petrobras e hoje propriedade da Acelen, empresa controlada pelo fundo Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos.

“Vamos ampliar o refino com ou sem Mataripe. Esperamos que seja com Mataripe, mas, para isso, vamos ter que contar com um preço adequado ao valor de mercado do ativo”, disse Magda. Ela falou em entrevista coletiva sobre os resultados financeiros da estatal no segundo trimestre.

Petrobras e Mubadala chegaram a abrir conversas e um processo de due diligence ainda na gestão anterior da estatal, sob Jean Paul Prates, mas as tratativas não evoluíram sob o mandato de Magda Chambriard. Não é a primeira vez que a executiva sugere que pode recomprar a unidade, mas a preço mais baixo do que o pedido pelos árabes.

Autossuficiência
Magda reiterou que o objetivo de produzir 85% da demanda nacional de diesel até 2030 será revisto para autossuficiência (100%) no Plano Estratégico do quinquênio até 2031, a ser divulgado em novembro deste ano.

Por ora, isso deverá ser feito com ampliações e revamps (modernização, revisão e ampliação) de refinarias existentes, além do incremento da produção de novas unidades biorrefinadoras, dedicadas ou dentro do parque fóssil.

O diretor de processos industriais e produtos da estatal, William França, detalhou que, atualmente, o parque de refino da Petrobras é capaz de produzir 700 mil bpd (barris de diesel por dia), número que deveria ser ampliado para 970 mil bpd até 2030, mas que se quer acelerar para chegar a 1,25 milhão bpd em 2031. Seria este o número mágico da autossuficiência, segundo França.

Nova intervenção na Rnest
Ele explicou, ainda, que além dos projetos em andamento de “pequenas ampliações e duas novas biorrefinarias”, a companhia vai buscar mais ampliações e já cogita uma nova intervenção na Rnest, refinaria de Pernambuco que tem sido o maior vetor de incremento da produção de diesel da Petrobras.

“Estamos estudando uma nova ampliação da Rnest. Tem como, com o mesmo hardware e com o desengargalamento do topo das destilações, subir mais a carga”, disse França.

Esse seria um novo melhoramento da Rnest, para além das obras em andamento, que englobam a modernização do trem 1 da unidade e a construção do trem 2 para dobrar a capacidade da planta a 260 mil barris por dia até 2029 sob investimento de R$ 12 bilhões.

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