Sheyla Santos e Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quarta-feira (27) maior agilidade para definir a política de exploração de minerais críticos no Brasil. “Nós estamos com o marco regulatório da mineração muito atrasado”, disse, em entrevista ao portal UOL, ressaltando que a nova política setorial “é tema que vai ser concluído este ano”.
De acordo com o chefe da equipe econômica, o assunto, que ganha evidência no cenário geopolítico, foi tratado em sua agenda de hoje com o presidente Lula. Segundo ele, durante a reunião ministerial de terça-feira (26), Lula deu “prazo para que isso [o marco regulatório] seja finalmente estabelecido” e reforçou que o “presidente vai dar um impulso grande” à tomada de decisão nesse sentido.
A corrida pelos minerais críticos e estratégicos envolve a exploração de bens essenciais para as indústrias da transição energética e de alta tecnologia. Entre os minerais listados nesta categoria estão lítio, cobalto, níquel, cobre e 17 elementos de terras raras.
Parceiro tecnológico
Ainda na entrevista ao portal de notícias, Haddad reconheceu que o Brasil, embora detenha grandes reservas de minerais críticos, não domina a tecnologia necessária para agregar valor e torná-los pronto para venda no mercado internacional.
“No caso dos minerais críticos, nós não podemos correr o risco de não agregar valor. Agora, nós não temos tecnologia. Pouquíssimos países têm, então nós temos que fazer parceria”, ressaltou o ministro da Fazenda.





