da Agência iNFRA
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou uma pesquisa que mostra que 29% das empresas industriais utilizam o transporte por cabotagem para escoamento da produção. O motivo apontado pela maioria, para esta escolha, está relacionado à redução de custos após a implementação do Programa BR do Mar.
Em relação às empresas que não fazem uso da cabotagem, 20% estariam dispostas a usar, caso houvesse condições adequadas de transporte. A cabotagem representa somente 11% da matriz de transporte nacional e se concentra, majoritariamente, na movimentação de petróleo e derivados.
Para Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI, apesar da extensa costa litorânea brasileira, a navegação por cabotagem ainda é pouco utilizada. Dentre os motivos pelos quais as empresas não usam a cabotagem, de acordo com a pesquisa feita pela entidade, o principal é a incompatibilidade geográfica, apontada por 45% dos participantes. Para 39%, o motivo é a indisponibilidade de rotas. E empatados com 15% cada estão o “maior tempo de trânsito” e a “distância da origem do transporte até o porto”.
Entre as empresas que recorrem à cabotagem, 79% disseram que o principal fator é a redução de custos, seguido pela segurança no transporte (21%). De acordo com o levantamento da CNI, as empresas que usam o modal têm uma média maior de distância no transporte de suas cargas, de 1.213 km. E as que apresentaram uma maior tendência de usar a cabotagem foram as empresas de maior porte.
Paula Bogossian, analista de Infraestrutura da CNI, observa que a situação de elevados custos de transporte no Brasil pelo uso do modal rodoviário para longas distâncias poderia ser diferente, caso as empresas recorressem mais à cabotagem. A analista estima que, se houvesse um melhor equilíbrio na matriz de transportes do país, os custos logísticos poderiam reduzir-se em cerca de 13%.







