da Agência iNFRA
O novo Caderno de Abastecimento de Derivados de Petróleo, divulgado pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) nesta sexta-feira (28) como parte do PDE (Plano Decenal de Energia) 2035, projeta que o Brasil ampliará sua condição de exportador líquido de petróleo nos próximos dez anos, podendo alcançar 2,7 milhões de barris/dia em 2035.
O documento também indica que a capacidade nacional de refino crescerá 10% entre 2025 e 2035, impulsionada por investimentos como o segundo trem da RNEST (Refinaria Abreu e Lima), o Complexo de Energias Boaventura e ampliações de unidades de destilação e hidrotratamento.
Apesar do avanço do refino, o país seguirá como importador líquido de derivados, sobretudo de diesel e nafta, com o diesel podendo superar máximas históricas de importação. A produção de óleo combustível continuará excedente, enquanto a dependência externa de nafta deve cair de 59% para 29% e a de QAV (Querosene de Aviação), de 18% para 4%, com apoio de biorrefinarias e maior uso de SAF (combustível sustentável de aviação). O GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, conhecido como gás de cozinha) pode chegar a um superávit no fim da década.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que os dados reforçam o caráter estratégico do planejamento energético. “Estamos ampliando a capacidade de refino do país para reduzir, de forma consistente, a dependência externa de derivados. Esse movimento combina autossuficiência, geração de emprego e renda, e mais segurança para todo o sistema energético nacional. O estudo reforça a qualidade do nosso planejamento e dá previsibilidade para que os investimentos necessários, tanto na expansão industrial quanto no financiamento da transição energética, avancem com responsabilidade e visão de longo prazo”, afirmou.





