12/01/2026 | 12h35  •  Atualização: 14/01/2026 | 09h07

Silveira busca investimentos em mineração na Arábia Saudita

Foto: Divulgação MME

da Agência iNFRA

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou nesta segunda-feira (12) de reunião com o ministro da Indústria e Recursos Minerais da Arábia Saudita, Bandar Al-Khorayef, para discutir parcerias de investimentos no setor mineral, incluindo a busca por minerais estratégicos demandados pela transição energética. O encontro ocorreu durante agenda oficial na sede do ministério saudita, em Riad.

De acordo com o MME (Ministério de Minas e Energia), Silveira reforçou a posição de destaque do Brasil no setor mineral, com a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima maior reserva de urânio, o que abre a oportunidade para ampliar parcerias internacionais nos próximos anos.

O MME também informou que foi acordada a criação de um GT (Grupo de Trabalho) bilateral para “estudar iniciativas que possam ser desenvolvidas de maneira conjunta e dar maior eficiência à cooperação entre os dois países”. O GT terá reuniões regulares, inclusive em formato virtual, para tratar da agenda de investimentos, destacou a pasta.

No encontro, o ministro brasileiro disse que quer receber representantes da empresa Manara no Brasil. A proposta, segundo o ministério, é “avaliar conjuntamente oportunidades de ampliação de investimentos em projetos”. Para o ministro, há “um cenário global no qual os minerais críticos se consolidam como o novo petróleo.”

Silveira ressaltou que, apesar do potencial geológico brasileiro, apenas 30% do subsolo nacional está mapeado. Desta forma, ele solicitou o apoio do PIF (Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita) em projetos voltados ao mapeamento do potencial mineral brasileiro, ampliando o conhecimento geológico e criando bases para novos investimentos.

Na nota, o MME mencionou que o ministro apresentou os avanços institucionais que o governo brasileiro busca para estimular investimento no setor. Isso inclui a atuação no âmbito do CNPM (Conselho Nacional de Política Mineral), que tem “papel central” no processo de licenciamento e na redução da burocracia.

Outros minerais
Para o governo brasileiro, é preciso estimular também os projetos estratégicos relacionados ao minério de ferro de alta redução (emissão reduzida) e de cobre, ampliando a competitividade do país no mercado internacional.

O ministro brasileiro reforçou a importância de os parceiros sauditas “investirem na cadeia de transformação mineral no Brasil, agregando valor à produção nacional”, movimento que poderá promover a industrialização, a geração de empregos e o desenvolvimento tecnológico.

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