da Agência iNFRA
O MME (Ministério de Minas e Energia) deu início, nesta terça-feira (20), aos estudos técnicos que vão embasar a construção da ENTR (Estratégia Nacional de Terras Raras), voltada à organização e ao fortalecimento da cadeia produtiva desses minerais estratégicos no Brasil. A iniciativa pretende definir diretrizes, metas e instrumentos para estimular investimentos, agregar valor à produção mineral e alinhar o setor à política industrial e à transição energética.
A reunião de abertura marcou o início da elaboração da metodologia e das metas do projeto, que deverá orientar decisões do governo sobre exploração, beneficiamento e transformação mineral. O objetivo é reduzir a dependência externa, mitigar riscos nas cadeias globais de suprimento e ampliar a participação do país em segmentos de maior valor agregado.
Segundo a secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, a estratégia busca transformar o potencial geológico brasileiro em desenvolvimento industrial e tecnológico, com geração de emprego e renda. A proposta é avançar além da produção primária, incentivando a transformação local dos minerais.
O estudo também prevê diagnósticos sobre oportunidades de negócios, diretrizes de sustentabilidade, modelos de governança e mecanismos de monitoramento da cadeia. A avaliação é que as terras raras são essenciais para tecnologias de energia limpa, eletrônicos, baterias e equipamentos de defesa, tornando-se peça-chave para a transição energética.
Além do MME, participam do trabalho representantes do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) e consultores técnicos. O projeto é financiado pelo BID com recursos da União Europeia.





