da Agência iNFRA
O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou multa de R$ 2,501 milhões à Petrobras por descarga de fluido de perfuração no mar. Agora, a estatal tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa.
O episódio ocorreu em 4 de janeiro de 2026, quando cerca de 18,44 metros cúbicos de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa, uma mistura oleosa, foram descarregados no oceano a partir do NS-42 (Navio Sonda 42), que operava na Bacia da Foz do Amazonas.
Segundo o Ibama, o fluido de perfuração é utilizado nas atividades de exploração e produção de petróleo e gás e, no caso do material descarregado acidentalmente, há componentes classificados como categoria de risco B, o que representa “risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático”.
A Petrobras informou que recebeu o auto e vai tomar as providência cabíveis. “Reiteramos que o fluido é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, conforme a Ficha de Dados de Segurança do produto. Atende todos os parâmetros do órgão ambiental e não gera qualquer dano ao meio ambiente”, disse a estatal em nota.
A autuação foi lavrada pelo Ceneac (Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas) e pela Dipro (Diretoria de Proteção Ambiental).





