da Agência iNFRA
O consórcio Rota Mogiana, formado pela Azevedo & Travassos e Quimassa Infraestrutura LTDA., venceu nesta sexta-feira (27) a disputa pela concessão de 30 anos do Lote Rota Mogiana, ofertado pelo governo do estado de São Paulo. O consórcio ofertou o maior valor de outorga fixa, no valor de R$ 1,08 bilhão, um ágio de 187.037%. Participaram também o Fundo MC Brazil, da Mubadala, ofertando R$ 1,02 bilhão; Motiva (ex-CCR) com lance de R$ 180,2 milhões; e EPR Participações com R$ 560 milhões.
Conforme o governo paulista, a Rota Mogiana tem 520 quilômetros de extensão e prevê investimentos de R$ 8,9 bilhões para duplicação, implantação de terceiras faixas, construção de marginais, acostamentos e passarelas, além da modernização de dispositivos de acesso e do novo contorno viário de Águas da Prata.
Em 2025, a Azevedo & Travassos participou do consórcio Rota Agro, vencedor da concessão de mesmo nome, contudo a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) inabilitou o grupo, ao entender que fundos integrantes do consórcio, ligados à companhia e à Reag, tinham irregularidades na certidão trabalhista.
O projeto absorve os trechos com cobrança de pedágio – atualmente sob gestão da Renovias, concessionária que fica até abril no ativo e que conta com participação da Motiva.
Túnel Santos-Guarujá
Em coletiva de imprensa após o leilão, o secretário de Parcerias em Investimentos do estado de São Paulo, Rafael Benini, disse haver possibilidade de algumas obras do túnel Santos-Guarujá, no Porto de Santos (SP), serem adiantadas, mas que a entrega segue para 2031. A concessão ficou com a Mota-Egil, vencedora do leilão realizado em setembro, ao oferecer desconto de 0,5% na contraprestação (parcela que será paga pelo poder público).
A construção do túnel está estimada em R$ 6,8 bilhões, para um empreendimento de 870 metros no complexo portuário. O contrato tem prazo de 30 anos e inclui as etapas de operação e manutenção do túnel submerso.





