da Agência iNFRA
A ampliação da Hidrovia Tietê-Paraná, um dos principais corredores de escoamento da produção no país, entra na fase final com 97% das obras concluídas no trecho de Nova Avanhandava, no interior de São Paulo. A intervenção deve ser finalizada até 30 de junho, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos.
Com investimento de R$ 293,8 milhões, a obra consiste no derrocamento, que é a retirada de rochas submersas, ao longo de 16 quilômetros do canal, permitindo o aprofundamento em até 3,5 metros. Na prática, a medida amplia a capacidade de navegação, viabilizando a operação de comboios maiores e mais regulares ao longo do ano, inclusive em períodos de estiagem.
Durante visita técnica em Buritama (SP), o ministro Tomé Franca destacou o caráter estratégico da intervenção. Segundo ele, a melhoria na navegabilidade fortalece a integração entre modais de transporte, reduz custos logísticos e aumenta a competitividade da produção brasileira.
A obra busca corrigir gargalos históricos no trecho, agravados pela variação do nível do reservatório em função da operação de usinas hidrelétricas, o que impactava a navegação em determinadas épocas do ano. Com a retirada de cerca de 553 mil metros cúbicos de material rochoso, a expectativa é aumentar a previsibilidade das operações e a segurança do transporte hidroviário.
Executado por meio de convênio entre o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e o governo paulista, o projeto também conta com recursos provenientes da desestatização da Eletrobras, conforme previsto em lei.







