12/05/2026 | 16h51  •  Atualização: 12/05/2026 | 19h09

Petrobras amplia meta de refino para suprir 100% do mercado brasileiro

Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras

Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA

Em linha com os planos do governo federal de aumentar a produção doméstica de combustíveis, sobretudo de diesel, para tornar o país autossuficiente, executivos da Petrobras disseram que a meta de expansão do parque de refino da estatal será ampliada no Plano Estratégico relativo ao quinquênio 2027-2031. Enquanto no Plano atual (2026-2030), a ideia era alcançar 85% da demanda nacional em cinco anos, no próximo documento a meta será alcançar os 100% até 2031. Apesar das promessas, eles não mencionaram projetos de novas refinarias fósseis.

Segundo o diretor executivo de Processos Industriais e Produtos, William França, a nova meta estudada é adicionar mais 500 mil barris de diesel A por dia no portfólio da Petrobras. Segundo o executivo, a ideia seria ampliar essa produção em 330 mil bpd (barris por dia) até 2030 e, depois disso, ampliá-la em pelo menos mais 170 mil bpd. “Isso dá para autossuficiência até com possibilidade de exportação”, disse França em teleconferência com investidores.

Questionado sobre a origem do produto novo, França disse que boa parte virá do aumento de capacidade da Rnest, em Pernambuco, cujo projeto inicial mirava capacidade de 230 mil bpd de diesel em dois trens e entregará 300 mil bpd até 2028; incremento de outras unidades brownfields (existentes); além de projetos greenfields que, segundo o diretor, serão voltados a biorrefinarias e biodiesel.

‘Oportunidade’
Segundo a presidente Magda Chambriard, o aumento da meta vem na esteira da conjuntura da guerra no Oriente Médio, que tornou o mercado mundial de derivados mais curto e assinalou tanto fragilidades quanto oportunidades da cadeia global. A executiva frisou que esse passo deverá ser dado de forma “segura e rentável”.

“Temos aqui uma grande oportunidade. Com a guerra e os resultados alcançados pela companhia, além da confiança que o mercado tem na Petrobras, estamos tratando, de forma segura e rentável, a oportunidade de atingir a autossuficiência brasileira em diesel. Está nas nossas mãos a análise de projetos que terão a capacidade não apenas de produzir 85% da demanda brasileira até 2030, mas sim de superar essas marcas. E, muito provavelmente, seremos capazes de entregar um parque de refino capaz de entregar 100% da demanda brasileira de diesel”, disse Magda.

A presidente da Petrobras lembrou que, pela dinâmica do refino, “quando vem mais diesel, vem gasolina à reboque”, em função da lógica das frações do petróleo. “Então, estamos falando, para o próximo plano de negócios, do atendimento de 100% da demanda de diesel e gasolina”, continuou Magda.

Magda e França lembraram que, no momento, o aumento da produção de derivados tem a ver com o incremento da Rnest, em Pernambuco, que vem tendo a produção incrementada por obras de expansão e revamps (modernização e aumento de capacidade de uma refinaria de petróleo), além do aumento do FUT (Fator de Utilização Total) do parque geral, que atingiu uma média de 97,4% em março, a maior para um mês desde dezembro de 2014.

Nos dois últimos meses, para fazer frente à maior demanda do mercado em tempos de importações restritas, esse FUT tem ultrapassado os 100%, com as unidades acima de sua capacidade máxima. Segundo França, entre segunda (11) e terça (12), o FUT das refinarias da Petrobras teria alcançado 103%, por exemplo.

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