Beatriz Kawai, da Agência iNFRA
O consórcio Tradetek venceu, nesta quinta-feira (28), o leilão de PPP (Parceira Público-Privada) de iluminação pública no município de Nova Friburgo (RJ), com deságio de 45,21% sobre a contraprestação mensal máxima que será paga pela prefeitura, de R$ 1,05 milhão. O projeto recebeu seis propostas.
Participaram da concorrência ainda o consórcio Luz da Serra, com deságio de 30,25%; a FM Rodrigues & Cia, que ofertou desconto de 30,25%; e o consórcio Concip Nova Friburgo, com deságio de 29,30%. O projeto também recebeu ofertas dos consórcios Nova Luz Friburgo, com deságio de 25,70%, e Luzes de Nova Friburgo, com 21,08% de desconto.
Estruturado pela Caixa Econômica, o projeto para expandir e melhorar o parque de iluminação pública prevê R$ 147,3 milhões de Capex, alcançando 203 mil pessoas. O contrato de 13 anos inclui serviços de implantação de telegestão nas vias principais do parque e utilização de tecnologia LED.
Este é o décimo leilão de iluminação pública vencido pelo consórcio, formado pelas empresas Tradetek Soluções em Iluminação Pública e Infraestrutura Ltda. e pela empresa Tradetek Participações Ltda. Oito das dez concessões estão em operação.
Em discurso após o leilão, o secretário Nacional de Desenvolvimento Urbano Ministério das Cidades, Carlos Tomé, destacou o papel da Caixa Econômica como estruturador de projetos de concessão, principalmente em PPP. “Creio eu, que, como gestores públicos, temos que entender e buscar ferramentas para levarmos o bem-estar à população, quer seja na locação social, na iluminação pública”, apontou.
Cidades inteligentes
Junto aos serviços de iluminação pública, o setor avança com atividades tecnológicas integradas para as novas concessões. Segundo Tomé, o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) da Casa Civil trabalha num decreto voltado à estruturação de PPPs das chamadas “cidades inteligentes” com dez municípios, ainda não divulgados.
“Não podemos mais falar de iluminação pública sem integração com mobilidade urbana, com habitação e com saneamento. Esses serviços devem ser pensados pelo setor público através dos gestores e através do setor privado, de forma conjunta”, disse Tomé.






