Vinicius Werneck, da Agência iNFRA
O Ministério dos Transportes pretende lançar ainda em 2026 um pacote de leilões de pontes rodoviárias que precisam ser recuperadas. Segundo o ministro, George Santoro, mais de 500 pontes fazem parte do pacote, que será dividido por estado e região em oito lotes e vai trazer contratos de 10 anos, que também vão prever a manutenção das estruturas. “É uma solução em que a gente faz um grande investimento e mantém o ativo durante 10 anos”, detalhou.
“Ou a gente recupera a ponte ou constrói uma ponte nova” explicou Santoro durante participação no programa “Bom Dia, Ministro” desta terça-feira (9). De acordo com ele, uma reunião foi realizada na segunda-feira (8) no ministério para tratar do tema. “Estamos sofrendo hoje um acúmulo de problemas. […] Quando você faz a manutenção no tempo certo, no momento certo, a redução de custo é cinco vezes”, afirmou.
Apesar de o ministério estar tentando modelar as chamadas “concessões inteligentes” no setor rodoviário, que se assemelham a PPPs (Parcerias Público-Privadas) pela previsão de aportes, o programa para recuperação das pontes será feito como obra pública.
Segundo apurou a reportagem, os contratos vão seguir modelo igual ao do Crema (Programa de Contratação, Restauração e Manutenção), com prazo máximo de dez anos e pagamentos feitos por marcos físicos. A contratação será pelo chamado DMFOM (Design-Build-Finance-Operate-Maintain), sob critério de técnica e preço.
Como mostrou a Agência iNFRA, a pasta tem o plano de substituir as cerca de 700 pontes de madeira que ainda existem nas rodovias federais. O diagnóstico é de que essas estruturas têm vida útil reduzida e estão concentradas em regiões com poucas empresas capazes de executar as manutenções, impondo custos elevados à União. A realização de licitações em lotes maiores está dentro da estratégia de aumentar a atratividade desse tipo de intervenção para as construtoras.
*Reportagem atualizada às 8h16 de 10 de junho para incluir informações adicionais no pé da matéria.






