da Agência iNFRA
Um estudo apresentado no Symposium on Aviation Innovation and Research (ou Simpósio sobre Inovação e Pesquisa em Aviação, em tradução livre) estima que o transporte irregular de bagagens de mão pode gerar uma exposição econômica potencial de US$ 211 milhões por ano para a aviação doméstica brasileira. A pesquisa utilizou o sistema de visão computacional Pacer BagScan, da Pacer Technology, para monitorar bagagens em um grande aeroporto brasileiro.
Durante 11 dias de operação, o sistema realizou mais de 71 mil medições e identificou que 6,8% das bagagens excediam os limites dimensionais permitidos pelas companhias aéreas. Com base nesses dados, os pesquisadores estimam que cerca de 18,8 mil bagagens irregulares circulam diariamente pelos aeroportos do país.
O estudo também verificou que parte significativa dos passageiros embarca com múltiplos itens de mão, aumentando a complexidade das operações de pré-embarque. Segundo os autores, a adoção de tecnologias de visão computacional pode reduzir intervenções manuais, melhorar a eficiência operacional e fornecer dados para o gerenciamento da capacidade nos aeroportos.
“Os resultados demonstram que sistemas automatizados de visão computacional oferecem um monitoramento contínuo, objetivo e escalável”, destacam os autores do trabalho, entre eles Giuliano Podalka, CEO da Pacer Technology, o Dr. João S. D. Garcia, da Embry-Riddle Aeronautical University, e Tulio Souza, da Latam Airlines.






