Beatriz Kawai, da Agência iNFRA
O governo de São Paulo inaugurou, nesta quinta-feira (2), as seis primeiras estações da Linha 6-Laranja do metrô, cujas obras foram marcadas por quase duas décadas de diversas interrupções devido a atrasos, paralisações, desabamento e troca da concessionária. A linha é prevista a conectar a Zona Norte com a Zona Leste da capital paulista com investimentos de R$ 19 bilhões – o maior volume destinado à infraestrutura na América Latina.
A linha foi anunciada em 2008 para ser inaugurada em 2018, mas, após dois anos paralisada devido às investigações da Lava Jato, as obras foram foram retomadas em 2020, quando a espanhola Acciona assumiu a concessão. Antes, o projeto estava nas mãos do consórcio MoveSP – à época composto por Odebrecht, Queiroz Galvão, UTC Participações e o fundo de Investimento Eco Realty.
“Estamos falando de um sonho realizado”, disse o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), no cargo desde 2023, em discurso na inauguração realizada na estação Nova Marina, no bairro da Água Branca.
Por enquanto, apenas as seis das 15 esperadas estações estarão funcionando, sob operação assistida: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes. Na prática, a linha operará em horários e dias específicos e sem conexão com outras linhas. Quando concluída, a expectativa é de ter integração com as linhas 1-Azul, 4-Amarela e 7-Rubi do sistema metroferroviário.
Na estação Água Branca, que faz conexão com a linha 7-Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), não há estrutura para a baldeação interna, obrigando os passageiros a atravessarem os trilhos para fazer a transferência.
Questionado sobre por jornalistas, o governador afirmou que começarão a partir do segundo semestre deste ano “obras necessárias para fazer a integração da melhor forma possível”.
A inauguração acontece a dois dias do começo da restrição eleitoral, imposta pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), de veiculação de propaganda institucional de pré-candidatos que já ocupam cargos públicos.






