Luana Dorigon e Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
Ana Paula Bittencourt foi exonerada, a pedido, do cargo de secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME (Ministério de Minas e Energia).
A executiva ocupava o cargo desde junho de 2025, após atuar como secretária interina em substituição a Vitor Saback. O ato de exoneração foi publicado no Diário Oficial da União desta sexta-feira (31).
Ana Paula liderou os trabalhos da secretária em momento de intensa movimentação no setor mineração, marcado pela escalada de conflitos geopolíticos em torno dos minerais críticos. A posição de destaque do Brasil, com grande volume de reservas de minerais essenciais para a transição energética, levou o país à corrida pela aprovação de março legal, embate comercial com os EUA e confronto em torno do tema entre pré-candidatos ao Planalto e diferentes correntes políticas no Congresso.
Segundo informações de fontes do MME, a exoneração do cargo já estava acordada com ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Em carta ao ministro, ainda como secretária, datada de 27 de julho, ela agradeceu a confiança, o diálogo permanente e a oportunidade de contribuir com a agenda estratégica do setor mineral.
Ana Paula é servidora de carreira da PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional). Ela também deverá pedir licença, informaram interlocutores, do órgão do qual mantém vínculo como servidora.
De acordo como ministério, a então secretaria conta como entregas da sua gestão o Plano Nacional de Mineração 2050, a instalação e consolidação do CNPM (Conselho Nacional de Política Mineral) e a regulamentação das debêntures voltadas ao financiamento do setor.
Também se destacam o lançamento do Referencial Básico para Mineração Brasileira Sustentável, o Plano de Ação Nacional para o Ouro sem Mercúrio e demais ações relativas à cadeia de minérios nucleares e o novo marco regulatório de proteção às cavidades naturais.
*Reportagem atualizada às 10h20 desta sexta-feira (31) com informações adicionais.





