17/08/2026 | 20h07

Trata: Estudante sem saneamento perde, em média, 2 anos de escolaridade

Foto: Gabriel Rosa/AEN

da Agência iNFRA

A falta de saneamento básico está associada a uma diferença de dois anos na escolaridade média de estudantes brasileiros, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil com dados do IBGE de 2024. De acordo com o estudo, crianças e adolescentes com acesso a água tratada e coleta de esgoto completam, em média, 9,5 anos de educação formal, enquanto aqueles sem acesso aos serviços chegam a 7,5 anos.

O impacto aparece em todas as regiões do país, embora com diferentes intensidades. A maior diferença está no Sudeste, onde a escolaridade média é de 9,95 anos entre estudantes com saneamento e de 7,81 anos entre aqueles sem acesso, uma distância de 2,14 anos. No Centro-Oeste, a diferença chega a 2,01 anos; no Nordeste, a 1,77 ano; no Sul, a 1,62 ano; e no Norte, a 1,14 ano.

Segundo o Trata Brasil, a relação entre saneamento e escolaridade está ligada também à exposição a doenças de veiculação hídrica, como diarreia e hepatite A. Essas enfermidades podem provocar faltas recorrentes às aulas e, em casos mais graves, contribuir para a evasão escolar. Assim, a precariedade dos serviços de água e esgoto pode afetar não apenas as condições de saúde de crianças e adolescentes, mas também sua trajetória educacional.

O impacto se estende à vida profissional. Estudo do Trata Brasil aponta que jovens que tiveram acesso a saneamento durante a infância e a adolescência apresentam, ao longo da vida, uma renda até 46,1% maior do que aqueles que cresceram sem acesso aos serviços.

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