da Agência iNFRA
Uma dragagem de reforço do canal de acesso ao porto de Itajaí (SC) já foi iniciada neste fim de semana e a previsão de conclusão é de sete a dez dias. A informação foi dada pela Superintendência do Porto de Itajaí, empresa vinculada à estatal Codeba (Companhia Docas da Bahia), que está administrando o porto.
Em esclarecimento à reportagem da Agência iNFRA que informou sobre o aumento das restrições da Marinha à profundidade que os navios podem alcançar, a empresa informou que a nova draga que chegou não foi proveniente de um contrato emergencial, como informa o texto.
“O equipamento integra o contrato vigente de dragagem de manutenção, que prevê quatro campanhas com draga do tipo hopper ao longo do ano. A última campanha ocorreu no início de junho e, em condições normais, a próxima estava prevista para meados de setembro. Diante das condições hidrológicas e do aumento da descarga fluvial no Rio Itajaí-Açu, a Superintendência antecipou preventivamente essa campanha”, informou a empresa.
As condições especiais são dadas pelo fenômeno El Niño, que aumentou as chuvas na região, provocando um assoreamento no rio Itajaí-Açu, onde está o canal, acima do esperado. “Esse cenário intensifica o carreamento de sedimentos e a formação de lama fluida, que se deposita e sedimenta de forma acelerada no canal de acesso, exigindo intervenções mais frequentes de manutenção.”
Segundo a empresa, após a conclusão dos serviços da draga de sucção que em condições normais durarão os sete a dez dias previstos, serão realizados levantamentos hidrográficos extraordinários. “Os resultados serão processados com prioridade e encaminhados à Autoridade Marítima para subsidiar a reavaliação das profundidades, da Folga Abaixo da Quilha (FAQ) e das demais condições operacionais.”
Na reportagem, é informado que a Marinha ampliou de 30 centímetros para 80 centímetros a distância que os navios devem manter para a profundidade máxima considerada em cada área do canal de acesso, a chamada Folga Abaixo da Quilha (FAQ). Com isso, os navios precisam se movimentar com menos peso, o que pode reduzir o volume de carga transportado.
“A Superintendência ressalta ainda que as medidas adotadas pela Autoridade Marítima têm caráter preventivo e estão relacionadas à segurança da navegação. O canal permanece navegável e as operações não estão suspensas. No dia 13 de agosto, por exemplo, o Porto de Itajaí recebeu uma embarcação de 347 metros de comprimento, uma das maiores já operadas pela JBS Terminais no terminal”, informa a nota.





