Ana Luísa Egues e Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A Petrobras deverá homologar a proposta feita pela construtora e operadora malaia Yinson para o FPSO de Albacora (P-88), projeto da Petrobras na Bacia de Campos. Fontes da estatal disseram à Agência iNFRA que, apesar de questionamentos levantados por concorrentes nos bastidores, o projeto está aderente ao que foi solicitado.
Empresas que participaram da licitação e fizeram lances mais onerosos à Petrobras colocam em dúvida o projeto da Yinson, primeira colocada na concorrência. A petroleira está em vias de terminar a verificação dos documentos do projeto para revitalização de Albacora.
A empresa da Malásia apresentou o menor preço na licitação: US$ 2,29 bilhões. Em seguida, estão as propostas da chinesa COOEC (US$2,84 bilhões), da indiana Shapoorji Pallonji (US$2,9 bilhões), da também malaia MISC (US$3,05 bilhões) e da norueguesa BW Offshore (US$3,19 bilhões).
A unidade, chamada P-88, será construída por meio do modelo BOT (Build, Operate and Transfer), no qual a contratada é responsável pelo projeto, construção, montagem e operação do ativo por um período inicial definido em contrato. Depois, a operação é transferida para a Petrobras.
Redução de custos
A plataforma terá capacidade de produção de 120 mil bpd de óleo e até 4,3 milhões de m³/dia de gás natural, com o primeiro óleo previsto para depois de 2031. A embarcação faz parte do projeto da Petrobras de otimizar suas próximas plataformas – no caso desta, a redução de 2,6 mil toneladas em peso resultou num desconto aproximado de 7% no Capex estimado.
“A otimização de projetos é uma busca incansável da Petrobras. Estamos abrindo mão da eficiência se ela significar aumento de rentabilidade. Mas isso é algo que avaliamos caso a caso e sem perder de vista a segurança das nossas operações, obviamente. Mas esses projetos que são menores que os de Búzios, por exemplo, a rentabilidade é um pouco mais estreita”, explicou o coordenador do Profort (Programa de Novos FPSOs) da Petrobras, Lourenço Fróes, nesta sexta-feira (11) em evento organizado na sede da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).
O campo de Albacora, da Rodada Zero, está situado na Bacia de Campos e é operado pela Petrobras com 100% de participação. No momento, duas unidades operam no campo: o FPSO P-31, cujo término da vida útil está estimado para 2028, e a semissubmersível P-25, cujo término da vida útil está previsto para este ano. A estatal estendeu a vida útil da P-31 justamente por conta dos adiamentos do bid de revitalização de Albacora.





