Gabriel Vasconcelos e Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reafirmou nesta segunda-feira (21) a intenção de elevar a produção de diesel da companhia para permitir ao país alcançar a autossuficiência no combustível. Magda fez a afirmação em seu discurso de abertura na ROG.e 2026 (Rio Oil & Gas 2026), tradicional feira do setor de óleo e gás que acontece nesta semana no Rio de Janeiro.
“Hoje entregamos mais de 70% de todo o diesel brasileiro. Nosso parque de refino está em expansão. Estamos mirando 90% e, depois da guerra entre Estados Unidos e Irã, passamos a estudar a possibilidade, que, muito provavelmente vai ser confirmada no Plano de Negócios 2027-2031, de atingir a autossuficiência em diesel no Brasil”, disse Magda. A Petrobras divulga seu plano estratégico quinquenal em todo mês de novembro.
Segurança regulatória
Sem mencionar o Gas Release – e outras medidas regulatórias em curso na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) às quais a Petrobras se opõe – Magda apontou pelo menos duas vezes a importância da estabilidade regulatória para o desenvolvimento das atividades de óleo e gás.
“Não existe negócio possível sem segurança regulatória e previsibilidade. E é isso que nós garantimos no Brasil: respeito aos contratos e segurança regulatória”, disse.
“O Brasil é produtor de petróleo confiável, tanto pela posição geográfica, por ser região livre de conflitos, mas também por desfrutar de arcabouço experimentado e maduro. Segurança regulatória é essencial para continuidade e progresso do nosso negócio”, reiterou em seguida.
Reposição de reservas
Magda disse que, em agosto, a Petrobras produziu 5,6 milhões de barris de óleo equivalente, o que deve se manter em patamares altos até a metade da próxima década.
Ela mencionou a importância da reposição de reservas de petróleo da companhia, citando novas fronteiras, como a Margem Equatorial Brasileira e a Bacia de Pelotas, no Sul do Brasil, mas também atividades fora do país, como no caso das descobertas de gás na Colômbia e investidas relacionadas a produção de óleo na costa atlântica da África.
Nesse sentido, ela citou a assinatura de oito contratos de E&P (Exploração e Produção) no mar da Costa do Marfim, o que, segundo a executiva, é um exemplo da determinação da Petrobras em explorar oportunidades em geologias semelhantes à brasileira, o que acontece na costa africana.






