Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A plataforma P-78 atingiu o topo de produção no sábado (31), com 180 mil bpd (barris por dia), informou a Petrobras nesta terça-feira (3). A unidade opera no campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, que bateu recorde de produção em julho deste ano, com 1,2 milhão de bpd.
A Petrobras explica que os poços de Búzios têm alta produtividade devido à qualidade da rocha reservatório e sua elevada espessura. É uma rocha com alta permo-porosidade (combinação das propriedades porosidade e permeabilidade) e com óleo de elevado grau API, o que favorece o alto fluxo de óleo da rocha para o poço.
Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, a P-78 tem uma vantagem adicional, já que está em uma região do campo em que o reservatório é ainda mais espesso, chegando a quase 500 m. “Isso contribui muito para o elevado potencial de produção”, afirmou Anjos, segundo o comunicado.
A plataforma P-78 foi a sétima a entrar em operação no campo de Búzios e atingiu o topo de produção com a entrada do poço BUZ 100. Também operam no campo os FPSOs P-74, P-75, P-76, P-77, P-79, Almirante Barroso e Almirante Tamandaré.
No total, o campo de Búzios comportará 12 FPSOs. As plataformas P-80 (Búzios 9) e P-82 (Búzios 10) estão a caminho do Brasil, com início de produção previsto para 2027. O campo receberá, ainda, a P-83 (Búzios 11) e a unidade Búzios 12, em licitação.
O consórcio de Búzios é composto por Petrobras, como operadora; as empresas parceiras chinesas CNOOC e CNODC; e a PPSA (Pré-Sal Petróleo), responsável por gerir os contratos de partilha da produção.





