Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
O CEO da Vibra, Ernesto Pousada, disse nesta quinta-feira (5) que a “prioridade absoluta” da distribuidora de combustíveis é renovar a marca Petrobras em seus postos de abastecimento. A empresa mantém um contrato de licenciamento de uso de marcas com a Petrobras válido até 28 de junho de 2029 e vai buscar a renovação desse contrato, mesmo com indicativos da estatal de que não há disposição para esse acordo.
“Um acordo para debranding [remoção da marca] seria um plano D, porque os planos A, B e C possuem o objetivo de renovar. Ainda não temos nenhuma conversa [com a Petrobras] sobre o assunto, mas, conforme a data se aproxima, certamente as negociações acontecerão. É uma marca que zelamos muito, que temos orgulho e carinho de levar para todo o país. Mas, é claro, seguimos elaborando um plano caso não tenhamos esse acordo”, disse Pousada.
Em janeiro de 2024, a Petrobras notificou formalmente a Vibra informando que não tem interesse em renovar o contrato de uso da marca após o vencimento. A questão é sensível à Vibra, já que a posição da Petrobras, ao menos sob o governo Lula, é de encerrar o uso da marca da empresa na testeira dos postos, o que afeta diretamente o negócio. Mais do que isso, membros do governo falam abertamente em retorno à distribuição de líquidos.
Iniciada na gestão Jean Paul Prates, a divergência foi mantida durante o mandato de Magda Chambriard, que criticou a Vibra em mais de uma ocasião pelo suposto não repasse de descontos nos preços dos combustíveis fabricados em refinarias da estatal. Ainda assim, a Vibra é a maior cliente da Petrobras no negócio de refino e manteve relação comercial ativa com a estatal nos últimos anos.
Diesel
Pousada também afirmou, na teleconferência, que a Vibra enxerga estabilidade no mercado de diesel para o quarto trimestre. Segundo o CEO, por conta da subvenção econômica, a entrada de volumes voltou a níveis normalizados.
“Tivemos, no Brasil, momentos de entrada de diesel russo, de preços acima do price cap, de preços abaixo do price cap. Seguiremos olhando o mercado e vamos prover das fontes mais competitivas que obedeçam aos nossos critérios de compliance”, disse o executivo.





