Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A diretoria da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou, na sexta-feira (9), a entrada da Kuwait Foreign Petroleum Exploration Company (Kufpec) no projeto Orca, ex-Gato do Mato, localizado no pré-sal da Bacia de Santos e operado pela Shell. A agência também recomendou que o MME (Ministério de Minas e Energia) autorize a operação.
O projeto Orca é formado por dois contratos: Sul de Gato do Mato, relativo à 2ª Rodada de Licitação de Partilha de Produção, e BM-S-54, relativo à 7ª Rodada de Licitação de Concessão. Os contratos foram assinados em 2018 e em 2006, respectivamente.
A Shell operava ambos com 50% de participação, em parceria com a Ecopetrol (30%) e a TotalEnergies (20%) – além da PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A), que atua como gestora do contrato de partilha. No entanto, em junho de 2025, a companhia francesa deixou o projeto, vendendo a sua participação para a Shell, que aumentou sua parcela para 70%.
Com a entrada da Kufpec, a estrutura do consórcio será formada por Shell (operadora, com 50%), em parceria com a Ecopetrol (30%) e a Kufpec (20%), além da PPSA.
Criada em abril de 1981 pela KPC (Kuwait Petroleum Corporation), sua empresa-mãe, a Kufpec atua internacionalmente na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo bruto e gás natural.
Projeto
Gato do Mato, atual projeto Orca, é uma descoberta de gás-condensado no pré-sal que abrange dois blocos contíguos: Sul de Gato do Mato e o BM-S-54. O volume estimado de recursos recuperáveis é de aproximadamente 370 milhões de barris, e o início da produção é esperado para 2029.
O projeto prevê a instalação de um FPSO projetado para produzir até 120 mil bpd, que será ancorado em lâmina d’água de aproximadamente 2 mil m, a cerca de 200 km de distância ao sul do Rio de Janeiro. A campanha de perfuração deve ser iniciada no primeiro trimestre de 2027, por meio da sonda Valaris DS-8, da Valaris.





