Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) notificou a Petrobras para que oferte “imediatamente” os volumes referentes a leilões de diesel e gasolina previstos para este mês de março e que foram cancelados. Em medida mais ampla, a diretoria colegiada da ANP declarou sobreaviso no abastecimento de combustíveis nesta quinta-feira (19). Isso aumenta a exigência de informações passadas pelos agentes diariamente à reguladora.
No trecho em que cita expressamente a Petrobras, a ANP também determinou que a estatal apresente “informações discriminadas com relação a importações previstas, produtos a serem ofertados, preços de compra e venda, locais de internalização, datas de chegada e nomes dos navios” que trarão combustíveis ao país.
A ANP ainda cita outros 17 agentes, entre refinadores, grandes e pequenos distribuidores e importadores de combustíveis que terão de enviar informações de estoques diariamente para a reguladora.
A decisão da ANP ainda flexibilizou as regras de estoque, estendendo essa condição, que já estava valendo para a Petrobras, a todo o setor.
Os últimos dias, com a escalada dos preços internacionais do petróleo e seus derivados, têm sido marcados por uma troca de acusações entre a Petrobras e seus clientes, produtores e importadores.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, chegou a dizer na quarta-feira (18) que a companhia cancelou os leilões para reavaliar seus estoques. A executiva disse que a companhia tem acelerado entregas de produto próprio, ampliando sua oferta em até 15% por meio do aumento do fator de utilização das suas refinarias, e acusou importadores de desviarem navios.
Agentes de distribuição, por outro lado, afirmam que a Petrobras cancelou a importação de cargas de diesel já sinalizadas à cadeia em função da inflação ligada à guerra.





