Ana Luísa Egues, da Agência iNFRA
A bp encontrou indícios de petróleo no primeiro poço perfurado no bloco Tupinambá, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Os indícios foram encontrados no poço 1-BP-14-SPS, em lâmina d’água de 2.343 mil metros, e notificados à agência reguladora na quarta-feira (14).
A perfuração foi iniciada no dia 8 de setembro, quatro dias após a emissão da licença pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que autorizou uma campanha exploratória de até três poços no bloco, sendo dois adicionais, que dependem dos resultados do primeiro poço.
A licença ambiental também aprovou a realização de um teste de formação de curta duração, procedimento realizado em poço para isolar uma zona de interesse, coletar amostras de fluidos e medir a pressão e a vazão da rocha-reservatório. O teste será feito a partir da sonda Deepwater Mykonos, operada pela Transocean, que foi afretada pela bp pelo período de setembro de 2026 até junho de 2027.
O vencimento da fase exploratória de Tupinambá está previsto para 27 de maio de 2031. O bloco foi arrematado com 100% de participação pela bp no 2º Ciclo da OPP (Oferta Permanente de Partilha de Produção), em dezembro de 2023. A PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.) administra o contrato de partilha em nome do governo federal.
No início de setembro, a bp firmou um acordo para garantir a entrada da Shell no bloco. A ideia é que a bp continue como operadora de Tupinambá, com 50% de participação, enquanto a Shell fica com a parcela restante. A conclusão da transação ainda depende do aval da ANP e do MME (Ministério de Minas e Energia).





