da Agência iNFRA
A CNT (Confederação Nacional do Transporte) aponta que eventos climáticos extremos têm ampliado os impactos sobre infraestruturas e operações do setor de transportes. A questão, que envolve as particularidades do transporte brasileiro e os desafios relacionados às mudanças climáticas, será discutida na COP31, marcada para 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia.
De acordo com a CNT, as condições climáticas adversas no Brasil já afetam as operações de transporte em diferentes atividades. Nas rodovias, as enchentes podem provocar bloqueios e interrupções; na navegação, as secas reduzem os níveis dos rios; nas ferrovias, o calor extremo pode comprometer a operação; e, no transporte aéreo, tempestades podem afetar os voos.
Em 2024, as enchentes provocaram 170 bloqueios em 79 rodovias da região Sul, enquanto a seca levou os rios Negro e Solimões, importantes para a navegação, a níveis mínimos.
Segundo a Confederação, um ano após a publicação do estudo sobre resiliência climática do setor de transportes, divulgado em 2025, os impactos das condições climáticas permanecem elevados e afetam as empresas mais de uma vez por ano. Em alguns casos, as ocorrências podem resultar em paralisações por semanas ou até por períodos superiores a um mês.
Desse modo, para enfrentar esses desafios, organizações têm adotado medidas como cursos de capacitação para funcionários, planos de contingência, monitoramento climático, sistemas de alerta e investimentos em infraestrutura preventiva ou resiliente, com o objetivo de reduzir os impactos sobre as atividades.





