Marisa Wanzeller, da Agência iNFRA
O diretor-geral da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa, avalia que os cortes de geração obrigatórios, conhecidos como curtailment, são resultados de políticas públicas que não funcionaram. Durante participação no Fórum Esfera, nesta sexta-feira (10), Sandoval declarou que houve incentivos ao crescimento de fontes no país muito além do que a infraestrutura nacional comportaria.
Além do curtailment, essas políticas levaram a uma conta de luz mais cara, disse o diretor-geral. “Hoje nós temos um setor elétrico que é pródigo na produção barata de energia elétrica (…) agora, entre a energia que sai da usina, e a tomada do consumidor de energia elétrica, há um caminhão de subsídios e impostos. Mais de 50% do que nós pagamos de energia elétrica é imposto e políticas públicas”, declarou.
Sandoval Feitosa avalia que o Congresso Nacional tem a oportunidade de discutir o tema e “reorganizar o setor elétrico” com a tramitação da MP (Medida Provisória) 1.304. A matéria foi enviada ao parlamento com uma proposta de teto para a CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) – conta que comporta os subsídios do setor – e tende a tratar de uma reforma mais ampla. A MP está sob relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e tem como presidente da comissão mista o deputado Fernando Coelho Filho (União-PE).





