Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
O Sindicom (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes) enviou nesta terça-feira (18) uma carta ao governo e à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) pedindo providências para que a Petrobras retome a realização de leilões de combustíveis “em volumes condizentes com a demanda do mercado”. O objetivo seria evitar o agravamento de riscos ao abastecimento nacional.
“As distribuidoras associadas têm observado um aumento relevante da demanda por produtos, porém relatam cortes nas cotas de fornecimento e negativa de pedidos adicionais nos meses de março e abril por parte da Petrobras, o que estressa o fluxo regular de produtos”, diz a associação que reúne as três maiores empresas do setor, Vibra, Raízen e Ipiranga.
Fontes ouvidas pela Agência iNFRA dão conta de que estava previsto um leilão relevante de diesel e gasolina para o início desta semana, que acabou cancelado. As empresas também defendem o fornecimento por meio de cotas extras com preço padrão. Embora comuns, o mecanismo dos leilões é encarado pelo setor de distribuição como uma forma de driblar os preços de tabela da estatal para obtenção de ágio que têm escalado em função do aumento da demanda, ligada às instabilidades do contexto de guerra no Oriente Médio.





