Gabriel Vasconcelos, da Agência iNFRA
A Eneva, produtora de gás natural e geradora termelétrica, informou nesta terça-feira (6) ter concluído em dezembro as primeiras operações de importação de gás natural da Argentina. O movimento, afirma a companhia, tem como objetivo “diversificar sua carteira de suprimento”. Em outubro, a Eneva já tinha importado molécula da Bolívia.
Essas importações “fazem parte da estratégia da Eneva de se posicionar como um dos principais players na integração energética sul-americana”, afirmou a empresa em nota. Com esse movimento, a empresa aumenta a oferta para clientes industriais em diferentes regiões do país por meio da malha nacional de transporte de gás natural.
Ainda em maio de 2025, a Eneva foi autorizada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível) a importar até 3 milhões de metros cúbicos por dia de gás de Argentina e Bolívia. Conforme a autorização, essa molécula deveria entrar pelas conexões na rede de transporte nas cidades de Corumbá (MS), Uruguaiana (RS) e Cáceres (MT), controladas respectivamente por TBG, Gas Ocidente e TSB. A entrada mais comum deve acontecer por meio da infraestrutura da TBG, que controla a parte brasileira gasoduto Bolívia-Brasil, o Gasbol.
Desta vez, para trazer gás da argentina, a Eneva diz ter feito uma “complexa articulação logística e comercial” entre Brasil, Bolívia e Argentina. Isso porque foram utilizadas infraestruturas nos três países, o que inclui o Gasbol.








