Entrar na Nova Rota da Seda vai depender de esforços conjuntos de governos, alerta especialista

Dimmi Amora, da Agência iNFRA

A ampliação de investimentos chineses para consolidar o Maranhão como uma das regiões da chamada Nova Rota da Seda vai depender de esforços conjuntos dos governos federal e do estado, além de iniciativas de parceria com universidades.

Estudos mais detalhados sobre produtos que podem ser movimentados pela região, além de treinamento de mão de obra e direcionamento para aplicação de novas tecnologias e criação de projetos verdes, também serão necessários.

Essas são algumas das recomendações deixadas ao governo local por Paul Lee, pesquisador do Ocean College da Zhejiang University, na China, que passou uma semana em visita ao estado, na semana passada, para apresentar estudos sobre o modelo que a China está implantando no mundo para garantir a logística para os produtos movimentados no país. 

E também levar informações sobre projetos em desenvolvimento no estado para ampliar o estudo que têm o nome de BRI (China’s Belt and Road Initiative) e estão em desenvolvimento desde 2013.

Num trabalho recente coordenado por Lee, disponível neste link, duas cidades do Brasil foram apontadas como potencialmente de interesse dessa iniciativa chinesa, São Luis (MA) e Paranaguá (PR). Ambas já contam com investimentos de empresas chinesas no setor portuário.

Por causa da inclusão de São Luís nesse estudo recente, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Projetos Estratégicos do governo maranhense, José Reinaldo Tavares, convidou Lee para a visita, dentro do que foi chamado de Simpósio Internacional de Logística.

Oportunidade única
Em entrevista à Agência iNFRA, Tavares afirmou que a inclusão do Brasil e de São Luís no BRI é uma oportunidade única para o desenvolvimento que precisa ser aproveitada, ao unir o Brasil a uma cadeia logística com mais de 100 cidades ao redor do mundo.

Segundo ele, estar no BRI facilita para que empresas chinesas possam levar investimentos para as regiões selecionadas, já que a intenção do governo chinês é ter uma rota logística que possibilite segurança para o fornecimento de produtos essenciais para o país.

ZPE
Após fazer apresentações sobre a BRI ao longo de dois dias, Lee foi levado a conhecer o porto do Itaqui, o principal do estado, e para apresentações de empresas e governos locais. Segundo Tavares, o governo local tem projetos para ampliar a infraestrutura logística não apenas para o escoamento de commodities.

O secretário informou que uma ZPE (Zona de Processamento de Exportação) está sendo criada na região da baía de São Marcos para que também possam ser feitas plantas para produtos industrializados.

Obras ferroviárias
Entre os convidados para se apresentar no evento estava a Valec, que mostrou os projetos de desenvolvimento de ferrovias e terminais ferroviários na região, já existentes, e também levou dados sobre as propostas apresentadas para novas ferrovias no modelo de autorização que se concentram no estado.

Lee também fez encontros individuais com empresas que têm projetos no estado, como foi o caso da Grão-Pará Multimodal, que tem autorização para construir um TUP (terminal de uso privado) na baía de São Marcos com calado de alta profundidade e para uma ferrovia ligando esse terminal à Ferrovia Norte-Sul e à região produtora de grãos conhecida como Matopiba. 

Em sua apresentação aos investidores, Lee reforçou fortemente a necessidade de boa infraestrutura logística para que a região possa ser integrada ao BRI e recomendou que um plano de investimentos para os próximos cinco anos seja criado.

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