da Agência iNFRA
A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) recomendou a implantação do Bipolo Nordeste 2, sistema de transmissão em corrente contínua com conversores do tipo fonte de tensão (HVDC-VSC), como solução para ampliar o intercâmbio de energia entre as regiões brasileiras e viabilizar o escoamento da expansão da geração renovável no Norte e Nordeste.
A proposta faz parte do Estudo de Expansão das Interligações Regionais, apresentado pela estatal durante o IEEE Power & Energy Society General Meeting 2026, realizado em Montreal, no Canadá.
Na configuração de referência, o empreendimento prevê um elo de aproximadamente 2,5 mil quilômetros, tensão de ±600 kV (quilovolts) e capacidade de transmissão de 3.000 MW (megawatts), além de reforços na rede em corrente alternada. Segundo a EPE, a alternativa foi escolhida por apresentar o melhor equilíbrio entre desempenho técnico, flexibilidade operacional e custos.
O projeto permitirá ampliar a capacidade de exportação de energia das regiões Norte e Nordeste, onde se concentra grande parte da expansão prevista das fontes eólica e solar, e aumentar a capacidade de importação das regiões Sudeste e Sul.
Além de elevar a capacidade de transmissão, a tecnologia HVDC-VSC deve oferecer maior flexibilidade para a operação de um sistema com participação crescente de fontes renováveis, ao permitir controle independente de potência ativa e reativa, suporte de tensão e operação em redes mais fracas.
De acordo com a EPE, a implantação do Bipolo Nordeste II também deve reduzir restrições elétricas e o curtailment por confiabilidade, abrindo espaço para a conexão de novos projetos de geração, grandes consumidores e sistemas de BESS (armazenamento em baterias). O conjunto de obras previsto poderá atrair investimentos da ordem de R$ 20 bilhões.





