04/08/2026 | 17h51  •  Atualização: 04/08/2026 | 18h01

Governo vai lançar política nacional para drones e eVTOLs

Foto: ANAC

Vinicius Werneck, da Agência iNFRA

O governo federal prepara o lançamento de uma política nacional de AAM (Advanced Air Mobility, ou Mobilidade Aérea Avançada, em português) no próximo evento da Icao (Organização da Aviação Civil Internacional, na sigla em inglês), “dando diretrizes para a utilização de drones e eVTOLs (aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical)”, afirmou, nesta terça-feira (4), o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca.

“O Ministério está presente nessa agenda, contribuindo e construindo uma política nacional”, disse o ministro durante a abertura da Labace (Conferência e Exposição Latino-Americana de Aviação de Negócios, na sigla em inglês). Ele destacou que o objetivo é traduzir essa e outras iniciativas da pasta em crescimento concreto da aviação brasileira.

Em junho, a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) aprovou novas regras para o uso de drones, ou aeronaves não tripuladas. Com a mudança, a classificação dos equipamentos passou a focar no nível de risco e complexidade das operações, ou “missões”, e não mais unicamente no peso dos dispositivos. A nova regulação também adaptou as terminologias do setor para padrões internacionais.

Ao abordar a iniciativa nesta terça, Franca defendeu que o futuro da aviação brasileira garanta segurança regulatória e oportunidades de investimento. Ele afirmou também que o governo considera a aviação civil um vetor para ampliar a conectividade, desenvolver as regiões e gerar empregos.

IFR no Campo de Marte
O diretor-presidente da ANAC, Tiago Faierstein, anunciou durante o mesmo evento que o IFR (Instrument Flight Rules) – tecnologia que permite a aproximação de aviões aos aeroportos mesmo quando houver baixa visibilidade – entrará em operação no aeroporto de Campo de Marte (SP) em 15 de setembro.

Em março, a Agência iNFRA antecipou que o governo estudava anunciar um plano de duas fases para solucionar o conflito gerado pela falta de espaço aéreo em São Paulo, acomodando operações dos aeroportos de Campo de Marte e Congonhas (SP). Mesmo que os terminais sejam diferentes, as aeronaves que usam os dois aeroportos trafegam pelo mesmo espaço aéreo, que já estaria congestionado.

Franca destacou que a instalação da tecnologia é uma prioridade para a pasta. “No Brasil, os contratos não são rasgados”, disse, ao lembrar que a implantação está prevista no contrato de concessão do terminal. Ele afirmou ainda que é necessário “buscar um conjunto de soluções para dar vazão ao crescimento da demanda em São Paulo”.

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