Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O faturamento do setor mineral alcançou R$ 150,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, com crescimento de 8,2% em relação ao mesmo período do ano passado, informou o Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) na última terça-feira (28). O minério de ferro, carro-chefe da produção nacional, contou com a queda de 3,1% no faturamento, mas respondendo por 47,2% (ou com R$ 71,2 bilhões) do valor total apurado no setor.
Em maio de 2026, a mineração no Brasil empregava 229,6 mil trabalhadores, com 421 novos postos gerados entre janeiro e maio de 2026. Os estados de Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento no primeiro semestre de 2026, com participações de 38,2%, 34,6% e 5%, respectivamente, no faturamento total do setor.
Nos primeiros seis meses do ano, o setor mineral registrou o saldo na balança comercial de US$ 20,3 bilhões, o que equivale a 48% de todo saldo comercial brasileiro desse período.
Ouro e cobre
Em tendência contrária à do minério de ferro, o minério de ouro registrou alta no faturamento. O segmento movimentou R$ 25,3 bilhões no primeiro semestre de 2026, com aumento de 44,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
O mesmo aconteceu com o minério de cobre. No mesmo intervalo de tempo, a substância mineral, considerada uma das mais importantes da transição energética, atingiu o faturamento de R$ 20,6 bilhões, com alta de 41% em relação ao primeiro semestre de 2025.





