O MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional), por meio da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico), intensificou o monitoramento dos principais reservatórios que abastecem São Paulo e Rio de Janeiro para antecipar cenários de escassez hídrica e orientar decisões técnicas sobre o uso da água. A medida, de acordo com o ministério, busca reduzir riscos de desabastecimento em períodos de estiagem e garantir regras mais previsíveis de operação.
Entre os sistemas acompanhados estão o Cantareira, responsável por atender cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo, e o Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul, que abastece aproximadamente 11 milhões de pessoas no Grande Rio. O acompanhamento inclui dados diários de nível, vazão e volume armazenado, utilizados para definir medidas operacionais e de restrição de uso quando necessário.
Embora a captação, o tratamento e a distribuição de água sejam atribuições de estados e municípios, a ANA atua na regulação da água bruta em rios federais e estabelece regras para a operação de reservatórios que atravessam mais de um estado. As informações são públicas e servem de base para planejamento preventivo.
No Cantareira, a operação segue regras definidas após a crise hídrica de 2014 e 2015, com faixas graduais de restrição conforme o volume armazenado. Atualmente, o sistema está na Faixa 4 – Restrição, com 22,16% do volume útil. Já o Reservatório Equivalente do Paraíba do Sul registra 38,92%. No mesmo período do ano passado, os índices eram mais altos: 51,68% e 68,21%, respectivamente.





