25/02/2026 | 19h37  •  Atualização: 26/02/2026 | 11h01

Minerais críticos: ‘Brasil não negocia exclusividade em acordos’, diz MME

Foto: Dominik Vanyi/Unsplash

Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA

O governo brasileiro não negocia parcerias comerciais com países que exigirem exclusividade em acordos sobre minerais críticos, afirmou a secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt.

“Uma das premissas básicas das nossas relações é que nós sentamos para conversar com qualquer um que entenda que ele não vai ter exclusividade”, disse nesta quarta-feira (25) a técnica do MME (Ministério de Minas e Energia), durante evento do Iris (Instituto de Regulação, Inovação e Sustentável).

A possibilidade de estabelecer exclusividade surgiu nas negociações com os Estados Unidos. A estratégia surgiu como forma de conter o domínio da China no mercado de minerais críticos, especialmente na produção de terras raras. Em contrapartida, os americanos oferecem financiamento e investimento em tecnologia.

A secretária disse que o Brasil está numa posição “cômoda”, onde “todos querem falar conosco”, interessados nas reservas brasileiras de minerais críticos.

“Nossa pauta internacional é de atração de investimento e parcerias tecnológicas, de facilitar esses investimentos, desde que fique claro qual é o projeto do Brasil na perspectiva do governo federal”, destacou a técnica do MME.

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