Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O governo brasileiro não negocia parcerias comerciais com países que exigirem exclusividade em acordos sobre minerais críticos, afirmou a secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt.
“Uma das premissas básicas das nossas relações é que nós sentamos para conversar com qualquer um que entenda que ele não vai ter exclusividade”, disse nesta quarta-feira (25) a técnica do MME (Ministério de Minas e Energia), durante evento do Iris (Instituto de Regulação, Inovação e Sustentável).
A possibilidade de estabelecer exclusividade surgiu nas negociações com os Estados Unidos. A estratégia surgiu como forma de conter o domínio da China no mercado de minerais críticos, especialmente na produção de terras raras. Em contrapartida, os americanos oferecem financiamento e investimento em tecnologia.
A secretária disse que o Brasil está numa posição “cômoda”, onde “todos querem falar conosco”, interessados nas reservas brasileiras de minerais críticos.
“Nossa pauta internacional é de atração de investimento e parcerias tecnológicas, de facilitar esses investimentos, desde que fique claro qual é o projeto do Brasil na perspectiva do governo federal”, destacou a técnica do MME.





