Rafael Bitencourt, da Agência iNFRA
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta sexta-feira (22) que o Brasil precisa “chegar a um ponto de equilíbrio” na estratégia de desenvolver sua cadeia de processamento de minerais críticos. Em painel da Agência iNFRA no Fórum Esfera 2026, ele disse que o país não deve ser exportador de minerais sem beneficiamento “em hipótese alguma”.
“Não podemos ver os minerais críticos como a gente vê o minério de ferro, que é apenas extraído e, na sua esmagadora maioria, exportado como commodities. Os minerais críticos são, como a gente conhece, mais raros no mundo e muito valiosos”, afirmou Silveira no evento, que acontece no Guarujá (SP).
O ministro ressaltou que o Brasil “dialoga com o mundo”, com interesse em atrair investimentos de outros países. Explicou, contudo, que a China não quer investir em outro país do mundo, somente dentro do próprio território porque tem terras raras em abundância, baixo custos de produção, mão de obra mais barata, com custo de produção “muito mais barato do que em qualquer outra parte do mundo”.
Silveira voltou a comparar a base de produção de minerais críticos da China com a dos Estados Unidos e a do Brasil. “Eu falei isso para o presidente Trump, que os EUA estão construindo uma refinaria no Texas, estão ainda engatinhando na cadeia dos minerais críticos”, afirmou. Durante o painel, ele voltou a dizer que manufaturar os minerais críticos nos EUA “custa duas vezes e meio a mais” do que no Brasil.






