25/02/2026 | 08h32

Ministro cobra investimentos de entes federativos na prevenção de desastres

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Luiz Araújo, da Agência iNFRA

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou que os recursos da União são insuficientes para estruturar o país diante da escalada de eventos climáticos extremos e defendeu maior participação de estados e municípios nos investimentos em prevenção. Em entrevista à Agência iNFRA, após participar da abertura da 6ª Conferência Nacional das Cidades, o ministro disse que “os custos para obras de prevenção não podem ficar só a cargo da União”.

A declaração ocorre após as enchentes que atingiram Minas Gerais nos últimos dias. Fortes chuvas entre a madrugada de segunda (23) e terça-feira (24) deixaram 28 mortos, segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, sendo 21 em Juiz de Fora e sete em Ubá. Em 2024, as enchentes no Rio Grande do Sul resultaram em 184 mortos e 25 desaparecidos.

Segundo o ministro, já existem estados e municípios que destinam recursos à prevenção, mas o esforço precisa ser ampliado diante da tendência de eventos “cada vez mais intensos e frequentes”. Ele afirmou que o governo federal realizou o maior aporte da história do país nessa área desde 2023, com mais de R$ 32 bilhões direcionados principalmente a obras de macrodrenagem e contenção de encostas.

Apesar do volume de recursos, Jader Filho disse que a União não dispõe de capacidade financeira para executar sozinha todos os investimentos no ritmo necessário. “A urgência é climática e urbana”, declarou, defendendo a aceleração dos aportes e o compartilhamento de responsabilidades entre os entes federativos.

O ministro também afirmou que não pode haver interrupção nos investimentos em andamento e avaliou que houve falta de prioridade ao tema em anos anteriores. Segundo ele, antes do início da atual gestão federal, o orçamento do Ministério das Cidades destinado à prevenção era de apenas R$ 6,5 milhões, valor que classificou como incompatível com a dimensão do desafio.

Perguntado se há a necessidade de uma aliança formal entre União, estados e municípios, o ministro disse que o governo federal deve atuar como indutor. Reconheceu que muitos municípios enfrentam dificuldades fiscais, alguns sem recursos sequer para custear a própria folha de pagamento, o que limita a capacidade de investir em prevenção. Nesses casos, afirmou, a União precisa auxiliar, enquanto os entes que dispõem de recursos devem priorizar a área.

Jader Filho defendeu uma ação nacional conjunta para colocar a prevenção no centro da agenda pública. Citou que organismos internacionais, como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, apontam a necessidade de investimentos na ordem de trilhões de dólares em nível mundial para enfrentar a questão climática, reforçando que o desafio ultrapassa a capacidade isolada de qualquer ente federativo.

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